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25/09/2019

Em 5 anos, como será a carreira (e o mercado) em cibersegurança?

Em 5 anos, como será a carreira (e o mercado) em cibersegurança?

A inteligência artificial é apenas um dos muitos fatores que remodelarão as carreiras de cibersegurança nos próximos cinco anos. Embora o número de vagas não preenchidas no setor continue a aumentar - cerca de 1,8 milhão de empregos não preenchidos em todo o mundo até 2022, segundo o Center for Cyber ​​Safety and Education - essas posições e carreiras de segurança cibernética em geral serão diferentes daqui a cinco anos.

As funções na área se tornarão mais cientificamente baseadas em metodologias mais agressivas por parte dos cibercriminosos, como aprendizado de máquina adversário, deepfakes ou pequenas alterações nos dados do conjunto de treinamento que intencionalmente influenciam os algoritmos.

Ao mesmo tempo, a proliferação de dispositivos interconectados exigirá que as equipes de segurança combinem conhecimento com as equipes operacionais, e as transformações digitais corporativas exigirão que as posições de segurança estejam presentes em toda a organização - inclusive nas equipes de desenvolvimento de produtos e experiência do cliente.

Demanda para Internet das Coisas
Com 75 bilhões de dispositivos conectados esperados até 2025 que capturam e registram dados sobre consumidores e organizações, serão necessários mais trabalhadores que entendam a conectividade da Internet das coisas e possam monitorar quais dados são coletados e onde há riscos de segurança.

Os programas de tecnologia inteligente nas principais cidades representam outro desafio crescente de segurança cibernética. A maioria das grandes cidades possui algum tipo de programa de tecnologia inteligente, como sensores que medem a qualidade do ar, sistemas automatizados de controle de tráfego e redes inteligentes de energia que distribuem eletricidade de acordo com a demanda. Essas conexões dão aos hackers mais oportunidades de invadir os sistemas da cidade. Os profissionais de segurança cibernética que trabalham para governos estaduais e locais precisarão ter conhecimento em dispositivos IoT e computação de ponta para entender como esses dispositivos estão conectados, quais dados eles coletam e como esses dados são processados ​​e armazenados.

Cibersegurança nas linhas de negócios
As transformações digitais da empresa estão permitindo que a inovação seja difundida em todas as partes do negócio, mas a segurança é frequentemente uma reflexão tardia. No futuro, novas categorias de empregos surgirão nas linhas de negócios, incluindo posições de segurança no desenvolvimento de produtos, envolvimento do cliente e experiência do usuário.

Os gerentes de produtos de segurança, por exemplo, identificarão e resolverão possíveis problemas de segurança dos produtos em desenvolvimento, trabalhando com a equipe de engenharia, as equipes de interface do usuário, os departamentos jurídico e de marketing. Esses SPMs também precisarão ter conhecimento sobre o aumento e a alteração dos regulamentos de privacidade para garantir que os novos produtos que coletam dados sejam compatíveis.

Fusão de habilidades
Agora, milhões de dispositivos conectam a tecnologia em nível de fábrica a sistemas de negócios. Isso já está levando a uma fusão ou compartilhamento de funções e habilidades de segurança em setores como energia, gás e manufatura.

Paller afirma que as transformações digitais exigirão o compartilhamento de responsabilidades de segurança com a TI. No futuro, "essas indústrias precisarão de profissionais de segurança especialistas em sistemas de controle com conhecimento em segurança cibernética".

Colaboração com IA
Espera-se que a IA assuma muitas das responsabilidades mundanas de segurança de primeiro nível e libere trabalhadores para lidar com questões mais importantes.

Em diversas organizações, as ferramentas de IA examinam e priorizam automaticamente o que precisa ser feito em toda a segurança dos sistemas. Depois, os profissionais recebem as indicações do que é necessário ser corrigido. Isso ainda exige que os profissionais de segurança executem as correções, mas o colaborador que elabora o relatório de vulnerabilidade e o entrega aos responsáveis não é mais necessário.

“A IA deve ser adotada, não temida”, afirma Phil Quade, autor do livro “The Digital Big Bang: The Hard Stuff, The Soft Stuff and the Future of Cybersecurity” e CISO da Fortinet. A IA nunca assumirá todos os trabalhos do setor, mas cada camada da IA ​​facilitará a segurança cibernética.

"Os futuros heróis da cibersegurança serão aqueles que descobrirem como integrar os resultados do aprendizado de máquina e da IA ​​à tomada de decisões humanas", revela Quade. 




FONTE: computerworld COM HC3 TELECOM