Notícias

18/03/2019

Projetos de robotização falham por falta de gestão adequada

Projetos de robotização falham por falta de gestão adequada

Os benefícios da automatização de processos com robôs (ou RPA, no jargão de tecnologia) incluem transferir atividades repetitivas realizadas por mão de obra humana a softwares programados é um processo capaz de trazer benefícios em termos de produtividade e redução de custos.

Apesar dessas vantagens, implementar, operar e controlar iniciativas de RPA está longe de ser fácil. De acordo com a Minsait, uma empresa Indra, aproximadamente 70% dos projetos fracassam por causa da falta de gestão eficaz desses projetos.

De acordo com a companhia, isso acontece porque muitas empresas olham somente para meios de adotar a tecnologia capaz de fazer a robotização funcionar – mas esquecem de como replicar de maneira eficaz esses modelos por toda a companhia. “Não é difícil obter um software para criar um robô capaz de executar tarefas simples. É fácil pensar que uma vez executados com sucesso dois ou três casos simples de RPA, será necessário somente replicar essa metodologia a 50 ou cem, mas na verdade esse cenário é muito mais complexo do que parece”, afirma a Minsait.

Como evitar o problema?

Para solucionar esse problema, é necessário ter um olhar duplo sobre esse tipo de iniciativa a fim de obter sucesso: usando as melhores práticas de tecnologia para fins de negócios. Tendo esse objetivo em mente, a companhia desenhou um modelo eficaz de gestão de RPA, chamado Centro de Excelência (RPA-CEX). Nele, uma equipe de experts realiza a gestão do projeto desde o início, aliando boas práticas de TI a um conhecimento profundo dos processos da empresa e de sua dinâmica diária.

A implantação desse modelo é realizada em três fases: na primeira, é feita uma análise do impacto da robotização na empresa; em seguida, são desenhados os modelos organizacionais capazes de apoiar a evolução da RPA em escala; e identificar as pessoas responsáveis por trazer a máxima eficiência da robotização ao longo do tempo.

“Em um primeiro momento, as decisões sobre processos a serem automatizados serão relativamente fáceis – em torno de 20% das tarefas em uma empresa são de mão de obra repetitiva – mas, à medida que o projeto for avançando e seja comprovada a necessidade de avançar nos processos long tail, as dificuldades serão maiores e as decisões serão mais complexas. Por isso, é necessário contar com experts em tecnologia que tenham sempre em mente a contribuição do valor, testando e colocando em produção, trabalhando em ciclos curtos de desenvolvimento que permitam avaliar a tarefa e avançar até o produto final desejado”, finaliza a companhia. 




FONTE: computerworld COM HC3 TELECOM